


Faqui
Os faqui são um povo que habita, em sua maioria, o litoral norte das Terras do Sol. Seu surgimento ocorreu na Era dos Senhores das Montanhas quando Gashin,“O Alto”, um capitão pirata, invadiu a cidade de Nariha e se proclamou rei dos mares. Inicialmente, esse povo era formado pelos subordinados de Gashin que usavam a cidade como porto e base para atacarem outros navios. A fama e a força do capitão cresceram rapidamente, chegando até os roharis que o consideraram um interessante aliado. Os senhores das Terras do Sol dariam ao rei dos mares novos navios e marujos em troca de este servir à coroa. Gashin aceitou e foi ungido como senhor de Nariha, tornou-se assim um nobre do Reino Rohari. O pirata e seus filhos receberam o sobrenome de Ruhitra, que na língua rohari significa “escolhidos dos mares” e aqueles que os seguiam foram nomeados de faqui, “tubarões”. Sob o comando de Gashin e seus herdeiros, o Mar das Dunas e o Mar Vermelho se tornaram domínios incontestáveis dos roharis que criaram novas e seguras rotas comerciais com os povos do continente de Den e as terras ao norte, garantindo um imenso lucro e glória para os Ruhitra.
Os Ruhitra, nos anos que se seguiram, serviram como fiéis guerreiros dos roharis. Combateram com afinco em Dascre e durante parte da guerra contra os sinfios. Entretanto, quando a derrota de seus líderes parecia certa, estes rapidamente juraram lealdade aos sinfios e entregaram as rotas comerciais para os novos aliados, em troca de manterem suas terras e posições. Assim, como haviam feito antes, os Ruhitra batalharam e conquistaram para seus senhores, garantiram o domínio da Ilha de Cílica e invasões em Dascre. O Reino de Sinfia buscando estreitar as relações entre os dois povos e evitar uma traição por parte dos faqui concederam diversos casamentos reais e o monopólio do tráfico de escravos entre as Terras do Sol e o continente de Den e, com o tempo, a família se tornou uma das mais poderosas na região. Mesmo quando os domínios sinfios em Dascre começaram a cair, os Ruhitra apoiaram fortemente seus mestres e ajudaram a impedir que o Reino de Sinfia desmoronasse, com isso garantiram seu lugar ao lado do trono enquanto este existisse.
As riquezas e as vitórias militares dos faqui fizeram com que esse povo se tornasse um dos mais temidos e ricos das Terras do Sol, sendo um dos pilares atuais do Reino de Sinfia. Por se originarem de um bando de piratas, os faqui adoram muitos e diferentes deuses, desde divindades do panteão rohari a figuras divinas do continente de Den. Essa mescla cultural favorece as ligações com muitas terras e com diversos aliados, além de uma grande diversidade linguística. A liderança do povo continua nas mãos da família Ruhitra embora, entre seus membros, seja normal haver diversas facções e grupos que lutam para colocar seus líderes como figura central, no entanto, o fato não acarreta uma guerra civil na tribo.
Os faqui fizeram sua riqueza e fama através de guerras e batalhas, alianças e casamentos, comércio e serviços, sempre mudando para o que mais lhes conviesse, assim como os mares. Seu brasão mostra a força e capacidade de mudança da família, possui três tubarões: um vermelho, um dourado e um branco que nadam em um amplo mar azul.